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Tratamento de mau hálito com laser: quando pode ser feito e quais são os resultados?

Publicado em : 30/08/2017

Autor : Manuela Pagan

 

Recentemente, passou a ser muito falado um certo tratamento feito com laser contra mau hálito. Apesar do ar de novidade, o método já existe há um certo tempo e pode ser, de fato, muito benéfico, mas a aplicação é limitada. Entenda, a seguir, em que casos a laserterapia é uma opção e o que pode ser esperado dela.

Laser para halitose causada por alteração da saliva
Saliva e mau hálito: qual é a relação?

Uma das principais aplicações do laser para tratar a halitose é feita em casos de diminuição da quantidade ou da qualidade de saliva.

“Quando a saliva está em quantidade e/ou qualidade diminuídas, há chances de haver mau hálito e outros problemas bucais”, explica a cirurgiã-dentista Karyne Magalhães, especialista em halitose e vice-presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA). “Ela limpa a cavidade bucal, permite a alimentação e até falar fica difícil sem ela”.

Especificamente sobre a função “autolimpante” das nossas cavidades bucais, a especialista conta que a salivação ajuda a não deixar resíduos alimentares, bactérias e até o produto da descamação natural da mucosa da região estagnados na boca.

Quando a saliva fica com uma concentração elevada de proteínas e, portanto, muito espessa, todas essas ações serão prejudicadas. O mesmo acontece quando a produção de saliva diminui ou deixa de ser produzida.

O que causa alteração da saliva

“Temos três glândulas salivares (parótida, mandibular e sublingual) e cada uma tem um papel. A parótida, por exemplo, é responsável pela saída da saliva mais fluida”, explica Karyne. “Em equilíbrio, elas conseguem a salivação adequada e a regulação do pH da boca, mas, quando alguma coisa acontece com alguma delas, esse 'balanço' é perdido.”

Entre os fatores que causam essa desregulação estão o uso de medicamentos (principalmente ansiolíticos e antidepressivos), o consumo de drogas e álcool, doenças autoimunes que comprometem as glândulas – como a síndrome de Sjogren -, ansiedade, estresse, baixa ingestão de água, alterações na mastigação, além de alguns tratamentos do câncer.

A radioterapia, quando feita na região da cabeça e do pescoço, pode causar alterações nas glândulas salivares e, consequentemente, diminuir ou até eliminar completamente a produção de saliva, dependendo da dosagem de radiação emitida.

A medicação usada durante a quimioterapia também pode gerar o mesmo efeito sobre as glândulas, mas, o mais comum é que a alteração da salivação seja uma consequência da radioterapia.

Nesses casos, a laserterapia é feita durante todo o período do tratamento contra o câncer e continua depois de finalizado.

Como é feito o tratamento?

Antes de optar pelo laser, a dentista explica que são feitas tentativas para consertar o que está causando o problema - a sialometria, exame que mede pH, cor, composição, entre outros aspectos, da saliva, pode indicar o fator gerador.

Em seguida, são feitos ajustes dos problemas encontrados, como beber água, mastigar mais, mudar o regime de tomada dos remédios, etc.

Caso não haja melhora, aí então pode ser recomendado o tratamento com laser especificamente sobre as glândulas salivares.

A odontopediatra Claudia Romani explica que o tratamento com laser deve ser realizado por profissional habilitado, que tenha formação específica, pois, se mal utilizado, pode trazer problemas maiores para o paciente.

Existem potências e tempos específicos de aplicação, que variam de acordo com o acometimento apresentado por cada paciente. Além disso, a duração do tratamento também é variável.

O resultado é igualmente variante. Em alguns casos, a salivação retorna aos seus parâmetros anteriores, mas, em outros, não é possível que as glândulas salivares voltem a funcionar.

Laser para mau hálito causado por bactérias

Existe outro tipo de tratamento com laser contra mau hálito: a terapia fotodinâmica. “Nesse caso, o objetivo é eliminar bactérias, fungos, protozoários e qualquer micro-organismo que cause mau hálito ou doenças como a candidíase bucal e herpes”, explica a cirurgiã-dentista Karyne Magalhães.

Como é feito?

Claudia Romani explica que inicialmente é feita a retirada de todo o biofilme da língua – aquela camada, às vezes esbranquiçada, que se forma sobre ela. Depois disso, é aplicada uma substância chamada azul de metileno, que cora a cavidade bucal e fotossensibiliza a parede celular do micro-organismo, tornando-o suscetível à ação do laser de baixa potência, que o mata.

Com a eliminação das bactérias, são grandes as chances de que o mau hálito deixe de existir, mas a terapia pode gerar consequências que posteriormente contribuirão para a volta do mau hálito.

Efeito colateral

Um dos mais importantes efeitos colaterais desse método é que ele mata também as bactérias boas da boca, que ajudam na digestão dos alimentos e na defesa da região. Por isso, muitos dos dentistas deixam esse método para ser usado em situações especiais, como no caso de bactérias muito resistentes, que não são eliminadas de outras formas.



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