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Halitofobia: o medo do mau hálito.

Publicado em : 11/09/2017

Autor : Karyne Magalhães - Blog da Boca pra Fora - Ludovica

Você já sentiu algum aroma que te fez se lembrar de algo bom? É que cheiro é uma coisa que marca, não é verdade? Algumas fragrâncias nos remetem a ótimas lembranças. Mas com certeza você também já teve o desprazer de sentir algum mau odor, daqueles que parece ir embora apenas após uma boa ducha. E quando o assunto é um cheiro ruim, uma das maiores preocupações é o famigerado mau hálito. Afinal, todos sabemos que esse tipo de aroma não é agradável. Mas você sabia que mau hálito tem tratamento?

 

Primeiro, é importante destacar que qualquer odor, seja considerado bom ou ruim, deixa de ser perceptível após o nosso olfato se adaptar. É que o nosso sentido sofre o que chamamos de fadiga olfatória. Assim, ficamos impossibilitados de perceber o próprio odor caso ele seja constante. Isso acontece com quase todas as pessoas que têm a halitose, ou seja, o mau hálito. É por isso que quem convive ou conviveu com alguém que tem essa alteração do hálito, deve ter se perguntado: por que essa pessoa não escova os dentes?

 

Pois bem, escovar os dentes é a melhor maneira de prevenir várias doenças bucais e o mau hálito. No entanto, estar com a higiene em dia não necessariamente pode te isentar desse desagradável odor. Em 90% dos casos o mau hálito tem origem intrabucal. Por isso, o cirurgião-dentista  qualificado no diagnóstico e tratamento da halitose poderá ser o primeiro profissional a te ajudar. Uma consulta sobre halitose pode durar até duas horas. Então, isso significa que fazer qualquer tipo de teste sozinho não vai adiantar. Você pode sim pedir para uma pessoa da sua intimidade confirmar como está o seu hálito em um ou outro momento, mas mesmo assim posso te afirmar que receber o diagnóstico e orientações profissionais irá te ajudar a ter a tranquilidade em falar de perto quando você precisar.

 

Ter insegurança em relação a nosso próprio hálito é comum. Principalmente se ficamos muitas horas sem nos alimentarmos ou quando ingerimos comida com cheiro muito carregado, além de fumar ou beber álcool em excesso. Mas há também as pessoas que são preocupadas além da conta. Elas acabam, por vezes, agredindo a própria saúde bucal com excesso de higienização, bochechos “milagrosos” ou ingestão de medicamentos para "matar" as bactérias. Mas será que isso é preciso? A halitofobia é o medo de estar com mau hálito. A pessoa acha, a todo o momento, que o hálito dela pode incomodar.

 

Mesmo com diagnóstico da ausência do mau hálito, quem tem halitofobia tem a percepção que o hálito está alterado. Os exames para detectar a presença ou ausência do mau hálito são realizados durante as consultas de diagnóstico e/ou tratamento, incluindo exames salivares, olfativos (organoléptico), clínico, radiográficos e até laboratoriais, caso haja necessidade. Os monitores portáteis para detecção da halitose são dispensáveis, mas alguns profissionais usam para dar mais segurança aos pacientes halitofóbicos, que são a grande maioria nos consultórios. Esses gostam de comparar números dados pelo aparelho.

 

Em alguns casos, o tratamento psicológico ou psiquiátrico pode ser indicado, já que isso afeta tanto a qualidade de vida que a pessoa pode se tornar depressiva, ansiosa, nervosa e desenvolver outras fobias, levando ao afastamento do convívio social, familiar e amoroso. A Campanha Nacional de Combate ao Mau Hálito inicia no dia 22 de setembro e vai até o dia 25 de outubro. Fique atento!


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